Sem pressa...
Foi com essa filosofia regada a tranqüilidade de uma cidade longe das metrópoles que um barbeiro de Araraquara, no interior de São Paulo, criou um projeto único e inusitado. I
magine montar uma frase intera apenas com palavras iniciadas com a letra "P".
É difícil.
Agora, pense em escrever um livro com 180 páginas e 38 personagens da mesma maneira.
Parece impossível ou pouco provável, mas o barbeiro e escritor Dovílio Rodrigues, 71 anos, teve a façanha de construir ao longo de quatro anos essa história de forma seqüencial divididas em 20.794 palavras iniciadas com "P".
O livro, que ele considera um feito histórico e inigualável, foi batizado de Pentapaixão, publicado pela Editora Unigraf.
Vejam uma amostra do livro.
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais.
Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora.
Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los.
Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo.
Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
Povo previdente! pensava Pedro Paulo...
- Preciso partir para Portugal por que pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
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