sábado, 29 de dezembro de 2007

"Combatentes, apresento-lhes, a Arena".

M51 / NGC 5194 - Galáxia do RedemoinhoM51; é uma galáxia espiral localizada na constelação dos Cães de Caça, a cerca de 31 milhões de anos-luz. Observando-a da Terra, temos uma visão frontal da galáxia.... Trata-se de uma das galáxias mais próximas assim posicionada, ao nosso planeta. A imagem da galáxia Redemoinho, mostra as características típicas de galáxias espirais, desde os braços curvos, onde encontram-se as estrelas jovens, ao núcleo amarelado, onde estão as estrelas mais velhas. Os braços espirais são fábricas de estrelas. Tudo começa nas nuvens escuras de gás... Na margem interna dos braços, onde segue para as regiões de formação de estrelas, que aparecem brilhantes e cor-de-rosa... Terminando nos aglomerados de estrelas azuis, na margem externa do braço, que envolve lúgubrimente o Planeta... ARENA
PS: FiQUEM LIGADOS, O TORNEIO ESTA PRESTES A SE INICIAR...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Brasileiro é escolhido melhor desenhista de 2007 por revista dos EUA


A notícia chegou a Ivan Reis por meio de um amigo. O nome do desenhista brasileiro figurava na lista dos melhores de 2007 da "Wizard", revista norte-americana especializada em quadrinhos.
A princípio, não acreditou. A ficha realmente caiu quando o amigo escaneou a página que trazia "melhor desenhista: Ivan Reis".
"Um mês antes eles [editores da revista] pediram uma pequena entrevista, tipo pergunta e resposta. Mas não me falaram nada do prêmio", diz Reis, por telefone.
A escolha dos destaques de 2007 no mercado norte-americano foi feita pelos profissionais da revista.
A lista foi publicada na edição 195, que começou a ser vendida em novembro. No Brasil, matérias da "Wizard" são traduzidas e incluídas na revista "Wizmania".
Influenciou a participação do brasileiro na série "Sinestro Corps War" (guerra da Tropa Sinestro), publicada na revista mensal do herói Lanterna Verde e ainda inédita no Brasil.
A série foi listada pelo site da CNN –canal norte americano especializado em notícias- como "top comic book" deste ano.
A parceria de Reis com o personagem teve início em 2006. E vai até 2009, ano em ele diz ser "bem provável" que deixe de fazer a arte da revista.
Na verdade, não é uma saída, é uma transferência para outro projeto, também escrito por Geoff Johns, autor das aventuras do Lanterna Verde.
Reis não está autorizado a dizer do que se trata. Adianta apenas que deve ser publicado em meados de 2010.
O desenhista de 31 anos vê nessa "misteriosa" saga uma prorrogação ou renovação de seu contrato de exclusividade, que vence em 2009.
Até lá, trabalha nas sagas do Lanterna Verde.
Nesta segunda-feira, ele desenha a página oito da edição 29 da revista do personagem, também inédita no Brasil. A trama, diz, é uma espécie de "Lanterna Verde Ano Um".

Foi Reis quem optou por desenhar o personagem, publicado no Brasil na revista "Liga da Justiça", da Panini. Era uma das três opções que foram dadas a ele pela DC na época.
As outras eram a revista dos "Novos Titãs" ou um retorno a "Action Comics", com histórias do Super-Homem, título no qual trabalhou por alguns meses.
As opções foram um sinal de confiança da editora no trabalho dele. Ou mais um sinal, já que ele participou de várias edições ligadas a "Crise Infinita", principal evento da DC nos últimos anos.
A participação de Reis no especial "Contagem Regressiva para Crise Infinita" rendeu outro prêmio da "Wizard", o Wizard´s Fan Award, que tem votação feita por leitores.
A obra foi escolhida na categoria "favorite one-shot", nome dado pela indústria norte-americana a edições especiais lançadas em um volume.
Essa repercussão, a confiança da DC e um contrato de exclusividade deram a ele uma tranqüilidade financeira, rara entre desenhistas brasileiros.
Isso permitiu a ele montar um estúdio em sua casa, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, cidade onde nasceu e mora.
"O mercado norte-americano nunca se preocupou se o desenhista é brasileiro ou não", diz.
"A preocupação é se é profissional ou não. E isso o brasileiro já mostrou há muito tempo que pode fazer."

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Conto (O Pecado Capital - Ato 1 / Parte 9)

- Bem, de posse do pergaminho me despedi do conhecido e parti sem mais delongas, assim como combinara. Confesso que fiquei obcecado com a chance de evoluir e atingir a sétima essência (ápice do conhecimento mágico, sabedoria plena) que na primeira oportunidade invoquei o ritual, na rua mesmo, sem medir as conseqüências. Pois bem, passou-se dez minutos e eu estava lá, em um beco, nas proximidades do bar que freqüento com os pulsos cortados esperando o efeito acontecer. O feito me custou toda a Mana que me restara e ainda um pouco de minha vitalidade. O fato é que, por esses dez minutos a passagem entre o Limbo e a Terra foi aberta e dela passaram cinco demônios os quais, me persuadiram a fazer um pacto, no qual me comprometera a manter o portal aberto por 48 horas, em troca me revelariam segredos arcanos aos quais me confeririam poderes inimagináveis. Aceitei prontamente a oferta, mas não satisfeito com a promessa assegurada pelos demônios, ao primeiro descuido de um deles, apossei-me de um estranho medalhão, que por sinal, ainda estara quebrado. Selamos o pacto cruzando nosso sangue e após o rito estar completado os hereges simplesmente desapareceram, como se nunca estivessem estado ali. Restara-me apenas esperar por dois dias, para me tornar o primeiro mago a alcançar a sétima essência, bastaria unicamente manter aquele maldito portal aberto. No entanto, mal sabia que meus problemas, ali se iniciariam. Ao chegar a meu apartamento, me deparei com uma cena dantesca. Minha irmã e eventual hóspede, combalida, prestes a morrer aos braços de um dos demônios, coincidentemente, o mesmo que eu furtara o medalhão. Atônito, em meio ao caos que minha vida se tornara e sem forças pra lutar, supliquei pela vida de minha irmã, despondo-me a desfazer o pacto que outrora firmara. Mas minhas palavras, se quer foram ouvidas, definitivamente, eu não estava mais em posição de barganhar qualquer coisa. Quis o destino por ironia talvez, poupar nossas vidas mesmo sem merecermos, digo isso, pois sei que minha irmãzinha teria feito o mesmo em meu lugar. O fato é que, obstante de ter sobrevivido, o orgulho e a vergonha me impedirão de pedir ajuda e então decidi tentar concertar as coisas do meu jeito. Uma vez que, os demônios capturaram minha irmã, me coagindo a entregar a localização de todas as capelas místicas da região, não tive outra saída a não ser fornecer a localidade de todos os santuários e suas respectivas passagens para o Limbo. Mesmo sabendo que isso causaria a minha expulsão da irmandade e que expunha nossos segredos mais secretos, a uma ameaça abissal. Bem, isso é tudo, eu sinto muito. Fale alguma coisa, por favor, seu silencio despedaça minha alma... Eu vos suplico, perdoe-me, por favor!
Após escutar a tragédia vivida por seu pupilo, Sombra permanece impávido, até que um leve sorriso sarcástico toma conta do seu rosto, perpetuando um sentimento de frustração e angústia. Tomado pelas circunstâncias, o Mago supremo desabafa:
- Você pensa ter idéia do que desencadeou, mas lamento lhe informar meu caro, você pode ter condenado não somente a nós, mas sim, a toda humanidade, a viver um tempo de trevas profundas. Sabe o que esse seu gesto mesquinho vai lhe custar, não sabe? Pergunta Sombra.
- Eu estou disposto a pagar pelos meus atos. Com a vida se for necessário. Responde Herrera.
- Por hora acatará minhas ordens e isso é tudo. Afirma Sombra.
- Mas mestre, deixe-me ajuda-lo, talvez se dividíssemos este fardo...
Abruptamente Herrera é interrompido por seu mentor, que parece não ter mais paciência,
com aquele que outrora fora seu discípulo.
- Parece que ainda não compreendeu não é mesmo Trystan? O que está para acontecer está além de mim e você, a partir deste momento seremos apenas peças, em um jogo onde não haverá vencedores. A partir de agora, este mundo que você conhece jamais será o mesmo. Conclui Sombra com a autoridade de quem sabe exatamente o que está prestes a acontecer. Continued...

Games


Assassin's Creed é sucesso de vendas...
O game Assassin's Creed é um sucesso. Desde o lançamento, no final de novembro, o jogo já vendeu 2,5 milhões de unidades em todo mundo, o que gerou um grande lucro para a Ubisoft. A projeção é de que venda 5 milhões até março. Pessoalmente, sou muito fã do game.
Em Assassin's Creed, o jogador viverá na época das Cruzadas na pele de Altair. Assim, o player terá de investigar e matar diversos alvos. O game também lembra muito o estilo de mapa de Hitman.
Mas o mais legal são as cidades. Vocês não têm idéia de como Jerusalém é bonita virtualmente no jogo. Mas o ruim é que o game se torna repetitivo com o tempo e a inteligência artificial do computador é fraca. De qualquer forma, recomendo para quem tiver oportunidade de conhecer.
Assassin's Creed deverá ter uma segunda continuação...
O jogo tem versões para X360, PS3 e terá para PC, no início de 2008.

Pré-venda de Gears-of-War 2...
No site de vendas americano www.amazon.com Gears-of-War já colocou a venda o esperado título Gears of War 2, da Epic Games. O lançamento está previsto para 15 de novembro, para Xbox 360, de acordo com o site.
A expectativa é grande. Afinal de contas, o primeiro Gears of War foi um sucesso absoluto de crítica e vendas. Em 2006, o título foi o mais premiado do ano e superou o Halo 2, como o produto mais jogado na rede online Xbox Live.
Quem jogou sabe do que estou falando. Os gráficos são impressionantes e a jogabilidade é inovadora, em terceira pessoa. O jogador pode se esconder atrás de paredes ou pular obstáculos. São vários tipos de armas, além de uma serra elétrica acoplada... Gears of War foi lançado recentemente para PCs.

Electronic Arts anuncia o game de tiro Tiberium... Acho que o game Tiberium promete, embora a história seja meio louca, cheia de peculiaridades. Achei muito bom o jogo de estratégia Command and Conquer: Tiberium Wars. A série agora vai apostar no jogos de tiro em primeira pessoa. Tomara que dê certo. Abaixo, o release que recebi da Electronic Arts. Tiberium é um misterioso cristal extraterrestre que fragmenta a energia de combustíveis fósseis tradicionais. Ele tem o poder de salvar nossa civilização. Ele também tem o poder de destruí-la. Depois de dois anos e meio de desenvolvimento, a Electronic Arts lança o Tiberium, uma nova propriedade intelectual que dá vida a uma ficção rica e original por meio de uma ação tática intensa, em primeira pessoa.
A história de Tiberium tem como cenário um mundo de ficção científica, com efeitos visuais espetaculares e ambientes dramáticos. Os jogadores entram em uma aventura através de um mundo ambientalmente devastado e vão para o centro de uma batalha épica pelo controle dessa poderosa fonte de energia.
O enredo...
Durante 11 anos, uma torre alienígena permaneceu dormente, imponente como uma montanha sombria sobre uma terra devastada que antigamente era conhecida como o Mar Mediterrâneo. Todos pensavam que a torre era um resíduo da Terceira Guerra Tiberium, uma luta destruidora pelo controle do cristal Tiberium. Não se trata de resíduo. Ela não está dormente. Nas profundezas da torre, uma invasão alienígena é planejada. Esse é o ponto de partida para a aventura de Tiberium.
Os jogadores assumem o papel do Comandante Ricardo Vega e coordenarão os esforços de tropas de elite para lutar contra a crise global. Vega vai liderar as frentes de batalha armado com um arsenal completo, que inclui infantarias, lançadores de mísseis, bombardeios e canhões de íon.
Combates em equipe
Com uma mistura única de tiro em primeira pessoa e combates táticos em equipe, cada momento de Tiberium é intenso. Com a experiência de tiro em primeira pessoa imersa em combates estratégicos, os jogadores vão controlar várias tropas de infantaria, blindados e esquadrões aéreos conforme a luta avança.
Em Tiberium, Vega é a presença mais marcante no campo de batalha, e os esquadrões são sua arma mais decisiva. Os jogadores assumem o controle de várias tropas em ação para um jogador ou podem entrar em batalhas multiplayer on-line.
Tiberium será lançado em todo o mundo no final de 2008 para PlayStation 3, Xbox 360 e PC. Mais informações: www.tiberium.com.

Quadrinhos


Marvel solta detalhes e imagens da renovação da HQ do Homem-Aranha
Veja a possível 1a. página de Amazing Spider-Man #546, o começo de "Brand New Day"
O editor Stephen Wacker aceitou responder a várias perguntas de fãs, via o site Newsarama, sobre a reformulação do Homem-Aranha, que estréia em janeiro nos EUA. Mas, com todas as perguntas voltadas para "One More Day" e seu previsível final, tudo que Wacker fez foi se esquivar com piadinhas. Pelo menos deu mais alguns vislumbres das páginas da primeira edição de "Brand New Day".
A história, que toma Amazing Spider-Man (agora o único título do Aranha, que sairá três vezes por mês) do número 546 ao 548, mostrará o novo universo do personagem, com atenção para coadjuvantes e novos vilões - alguns já revelados...
A Marvel anunciou que a primeira edição da nova fase terá o dobro de páginas e participação de todos os escritores que cuidarão do Aranha daqui por diante: Dan Slott cuida da história principal, com arte de Steve McNiven; Marc Guggenheim vai revelar mais sobre a misteriosa personagem Jackpot, com desenhos de Greg Land; e outro coadjuvante ganhará destaque na história de Bob Gale com Phil Winslade.
Além destas, a edição trará informações básicas sobre o personagem (por Slott, Gale e John Romita Jr.) e uma "história secreta" por Zeb Wells e Mike Deodato.
Confira acima a capa alternativa da edição, com a belíssima arte de Bryan Hitch. Abaixo, na galeria, a capa de McNiven, a possível primeira página e alguns quadros de Amazing #546. J.J.J. vai ter um infarto?

Hulk e Heroes não conseguem impedir queda nas vendas das HQs nos EUA.
Números caem em relação a novembro do ano passado, mas permanecem altos...
O final da minissérie-evento World War Hulk teve quase 150 mil cópias solicitadas à distribuidora Diamond. O encadernado dos quadrinhos baseados em Heroes vendeu 26 mil, enquanto o novo volume da Liga Extraordinária de Alan Moore alcançou 20 mil (no mercado de graphic novels, que poucas vezes chega a 10 mil cópias). Mas nem esses lançamentos de peso conseguiram evitar uma queda de 5% na arrecadação da indústria de quadrinhos em novembro, nos EUA.
A queda se explica: o período de referência é o mesmo mês no ano passado, quando 52, da DC, fazia sucesso (ao contrário da sua contraparte Countdown) e a Guerra Civil estava correndo solta na Marvel. Ou seja: o mercado ainda vai muito bem, obrigado.
Em comparação ao mês passado, a Marvel voltou forte à liderança. Tem as oito primeiras posições do Top 10 com seus eventos em Hulk, Homem-Aranha e X-Men e ficou com 37% do mercado em arrecadação e 42% em unidades vendidas. A DC teve 35,75% em arrecadação e 36,19% em unidades.
Vale ressaltar que Liga Extraordinária e Heroes - bem como outros lançamentos legais, como os encadernados de The Dark Tower, a Morte do Capitão América e o último de 52 - fizeram o mercado de coletâneas e graphic novels crescer 29% no mês. Isso com lançamentos custando 30 dólares. Ótimo sinal.

DC revela imagens da grande saga de Lanterna Verde pós-Guerra Sinestro...
The Blackest Night, chega em 2009 com a criação dos vilões Lanternas Negras. Green Lantern #25 chegou às comic shops dos EUA na semana passada, com o fim da saga "The Sinestro Corps War" - um dos grandes eventos do ano da DC. Mas como o escritor Geoff Johns vinha comentando, e a própria edição ressalta, a Guerra Sinestro foi apenas o prelúdio para um novo e grande evento, que acontece na metade de 2009: "The Blackest Night".
É uma progressão de grandes histórias com o Lanterna Verde que começou a ser planejada com "Renascimento", em 2005. "The Blackest Night" envolve a criação dos Lanternas Negras - novos vilões que ressuscitarão os mortos de todo o universo, exigindo que todos os Lanternas Verdes e Amarelas (bem como outras categorias reveladas recentemente) unam forças.
A edição também foi ponto de grande destaque para o desenhista brasileiro Ivan Reis - votado melhor desenhista do ano pela revista Wizard graças às suas complexas cenas de ação em página dupla. "The Blackest Night" - "a noite mais densa", referência ao juramento dos Lanterna Verdes - é prevista para o verão de 2009.

De médico e louco...

Digam o que quiserem do Dr. Gregory House... Ele pode ser sarcástico , irônico, onipotente, sético, presunçoso, prepotente e uma série de outros adjetivos, os quais, o tornam um grande F.D.P. Entretanto, no ato de salvar vidas, o cara não mede esforços para alcançar seus objetivos e de fato, não há como negar... Quando se trata de medicina, o homen é fera mesmo!
Diria que é quase tão bom, quanto bem interpretado... Hugh Laurie, é o nome do brilhante ator que empresta todo seu charme particular e torna o sagaz Dr. House, aquele anti-herói clássico... "Odiado por muitos; amado por poucos". Sempre a seu modo, "escrevendo certo, por linhas tortas". É com todo esse seu estereotipo, que vem se tornando uma grande opção (pelo menos para min) nas noites de segunda a quinta. Confiram esta ótima serie, que passa na Universal * canal 43, da net. Certamente, este seriado me parece ser uma das poucas saídas, para quem procura algo, além de um simples entretenimento.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O melhor filme de vampiros, produzido até hoje!


Leia abaixo trechos de uma pequena coletiva em que Josh Hartnet, Steve Niles, David Slade, Ben Foster, Ben Templesmith e Sam Raimi falaram sobre o processo de criação de 30 Dias de Noite (30 Days of Night), adaptação da graphic novel homônima criada por Steve Niles e Ben Templesmith, e que no Brasil foi lançado pela Devir.
Por favor, falem do início deste projeto e o que o diferencia dos outros filmes de vampiros.
Sam Raimi: Bom, acho que tudo começa com a graphic novel de Steve Niles e Ben Templesmith. O visual de Templesmith era muito original e amedrontador. Adoro a forma como os vampiros foram ilustrados e gosto também do jeito que ele mostra o frio, aquele ambiente congelante. Aquilo era chocante. E ainda tinha pessoas sendo destroçadas. Steve Niles fez um trabalho maravilhoso neste graphic novel. Eu fiquei muito empolgado com a ligação profunda dos dois personagens principais e também a mitologia que ele criou para os vampiros. Eu gostei mesmo de aprender sobre eles e fiquei com vontade de saber mais.
Toda a situação que ele criou, alguém tinha que ter pensado nisso séculos atrás, mas cabe a um grande escritor ter uma sacada dessas. Olhando agora, era tudo muito óbvio ambientar isso em Barrow (Alasca), talvez a cidade mais ao norte dos Estados Unidos, e levar vampiros até lá, no meio de personagens com quem eu me preocupava. A combinação de tudo isso era algo que eu queria ver em um filme.
Josh, o que o atraiu a este personagem?
Josh Hartnet: Eu li a graphic novel ao mesmo tempo em que li o roteiro e depois falei com David pelo telefone. Mas pra mim, o que pesou mesmo foi ver as pessoas envolvidas. Tinha gostado de
Menina Má.com e embora nunca tenha sido um leitor de quadrinhos, e vou me arrepender por confessar isso aqui (risos), adorei o visual. Era de tirar o fôlego. Pensei que juntar David com isso daria um filme espetacular.
E é claro que vi no roteiro a chance de criar um bom personagem. O script era ótimo. Tinha elementos muito interessantes, bem pensados em como seria ficar preso em uma situação da qual você não tem como escapar e ainda está sendo perseguido. E a idéia de estar sendo caçado sem esperança de fuga e poder chutar umas bundas é diferente da média dos filmes de ação ou terror que se vê por aí. Dava ao filme um toque especial, meio O Tesouro de Serra Madre (filme de 1948, de John Houston), em que você está o tempo todo encurralado e não tem como sair dessa.
E além disso eles foram reunindo um ótimo elenco. Oh! E acho que eu não te contei isso, David, mas o mais me empolgou foi que você veio até minha cidade, em Minessota, e sentamos em um bar/boliche que eu vou desde que era uma criança e ficamos lá conversando por cerca de uma hora. Ele tirou umas fotos com a câmera digital e depois me enviou por e-mail. Eu não reconheci o lugar! Ele manipulou a imagem, desenhou em cima e deixou o lugar como se fosse assombrado. Naquele momento vi que ele tinha a mentalidade certa para fazer esse filme.
Essa é para Steve e Ben: como foi esse processo de deixar o “filhote” de vocês nas mãos de outras pessoas?
Steve Niles: Eles me deram a chance de ajudar a escrever o roteiro, o que foi ótimo. E todo mundo com quem tive contato, de Sam [Raimi] a David [Slade] e os produtores, todos sempre me mantiveram por dentro do que estava sendo feito. Foi maravilhoso. Me senti parte de tudo isso. Desde que conheci David eu sabia que estava em boas mãos.
Ben Templesmith: Comigo foi o oposto de tudo isso. Eu tinha a idéia de que seriam duas coisas bem distintas, o filme e os quadrinhos, com estilos diferentes e tentei não criar uma expectativa alta, para não ficar decepcionado. Mas quando fui ao set e vi o que eles estavam fazendo, percebi que David estava sendo bastante fiel ao que fizemos na graphic novel e a tornou no que ela é. Este filme é a minha obra na tela. Literalmente.
David Slate: Do meu ponto de vista, como cineasta, eu recebi uma ótima premissa, que como Sam falou devia ter sido pensada séculos atrás. Um dos diferenciais é que nós fomos atrás do mito do vampiro. E isso é fantástico, pois posso fazer os vampiros do jeito que quero, de uma forma bem realista.
Por outro lado, estamos falando de um filme de terror e queríamos deixar todo mundo com medo – e acho que conseguimos. Mas você não pode entrar no mundo da fantasia, e esta foi uma barreira, pois as ilustrações de Ben são fantásticas. Uma das coisas que Ben estava falando é que reproduzimos tecidos, o jeito de um determinado personagem com a tatuagem na cabeça, o design das camisetas, enfim, estávamos procurando uma forma de recriar estes vampiros que saíram da mente dele, usando próteses e coisas do tipo. Então, tínhamos uma matéria-prima riquíssima e a missão de fazer um filme que fosse realmente amedrontador. Esta era a dificuldade, fazer os dois mundos se unirem: os desenhos fantásticos e as coisas guturais.
Steve Niles: E uma coisa que Ben e eu percebemos quando estávamos fazendo os quadrinhos é que os vampiros não botam mais medo. Você pode sair com eles, algumas garotas namoram vampiros na TV... (risos) Eles não são assustadores. Eles ficaram humanizados demais. Nós destruímos tudo isso. Para eles, nós somos gado, comida. Eles só querem é se deliciar com nossa carne. Era isso o que queríamos fazer: trazê-los de volta ao ponto de botar medo nas pessoas. Isso trabalhou muito bem nos quadrinhos por causa dos ótimos desenhos dele e agora vocês verão no filme.
Josh Hartnet: Queria só acrescentar uma coisa: a história trata da idéia de que vampiros se tornaram feras mitológicas. Este não é um filme voltado ao terror. Os vampiros querem manter o seu mistério e querem fazer isso mutilando uma cidade inteira e depois fazer como se tudo não passasse de um acidente, para que eles não sejam caçados, e assim continuar fazendo isso. É uma visão diferente.
Ben Foster: Faça uma busca no Google procurando por “desaparecimentos no Círculo Ártico”. Você vai ter milhares de respostas. Tem algo estranho ali.
Fale um pouco das locações onde vocês filmaram e qual o papel que o cenário tem na história.
David Slate: Nós filmamos na Nova Zelândia. Se você quer recriar o Alasca é a coisa mais óbvia a fazer, já que a Austrália é muito longe e Tazmânia pequena demais. (risos) Eles têm umas montanhas por lá e filmamos no meio da neve, com algumas pessoas passando mal com a altitude e, do nada, sendo alvos de uma nevasca. Tivemos que fazer um pouco de mágica para fazer a montanha desaparecer e criar um sentimento de que estávamos no Alasca. Tínhamos também alguns cenários construídos, com neve falsa. Tudo isso foi construído ao lado de onde estávamos hospedados. Estávamos filmando em -10º C, mas ninguém ia morrer congelado ali ou de fome.
Sobre a tensão, é em um lugar desses que ela vai aparecer. E espero que isso traga um sentido de realidade ao filme. Não queria seguir o tradicional dos filmes de terror, apenas com cenas nojentas e tudo mais. Por isso, até, temos poucos efeitos neste filme.
Josh e Ben, vocês podem falar um pouco dos seus personagens e o que atraiu vocês para este gênero?
Ben Foster: Eu tenho um grande “fetish” por vampiros, um pouco antes de ser chamado para este projeto, eu fui a uma comic shop e acabei comprando o álbum para mim e umas cópias para uns amigos. Era uma coisa que eu realmente gostava muito. Eu já conhecia David há alguns anos e um dia ele falou “Acho que vou fazer um filme de vampiros”, no que eu logo respondi “Ótimo! Como é?” e ele falou que era 30 Dias de Noite. Então nos sentamos em um coffee shop e disse que não ia falar nada, mas que queria me mostrar umas coisas, como ele sempre faz com fotos, camisetas, desenhos e outras coisas que ele passa o dia criando. Então ele me mostrou uns testes que tinha feito para os vampiros e por ser uma pessoa que gasto boa parte do meu tempo vendo filmes, lendo livros e histórias em quadrinhos e me vestindo de vampiro nas festas de Halloween, fiquei impressionado como aqueles vampiros eram diferentes. E nós nem falamos do personagem. Eu só ficava repetindo para ele “'Tô dentro! 'Tô dentro! 'Tô dentro!”
David Slade: E eu não deixei você ser um dos vampiros.
Ben Foster: E ele não me deixou ser um dos vampiros! (risos) Eu queria muito, mas espero que tenha ajudado o filme de alguma outra maneira.
Josh Hartnet: Eu sempre gostei de filmes de terror, mas acho que nunca tinha visto esta combinação de pessoas envolvidas num projeto como estes, desde que fiz Prova Final, com [Robert] Rodriguez. Para mim, o legal era estar ao lado de David e Sam e ver que tínhamos ali todos os elementos para fazer o filme certo. Achei que tinha tudo para ser um set divertido, mas preciso dizer que não tenho “fetish” por vampiros. (risos)
Ben Foster: Você chega lá, cara!
Josh Hartnet: Talvez por isso minha empolgação seja um pouco menor.
Ben Foster: Não faltou empolgação alguma, Josh. É uma ótima atuação em um gênero muito particular e difícil de se desenvolver um personagem principal. Ser caçado por vampiros não á uma tarefa fácil e você conseguiu criar isso muito bem. Não é o tipo de protagonista durão. Ele é uma alma torturada, sobrevivendo em um cenário difícil e amedrontador.
Josh Hartnet: Vamos parar por aí... (risos)
Ben Foster: Você vai se empolgar com os vampiros quando o filme for lançado.
David Slade: E vale lembrar que embora seja um filme de vampiros, ele é também um filme de sobrevivência, que investe muito nas performances dos seus artistas. E os monstros são fantásticos. Danny Huston está fantástico. Nós criamos uma nova lingual para ele e ele pegou isso e a fez evoluir. Ele tinha que usar lentes de contato, dentes e unhas postiças e ficava com elas por horas. Ele ensaiava com tudo aquilo. Ele as usava até mesmo no hotel, o que fazia alguns hóspedes se cagarem de medo.
Como Ben estava dizendo sobre o protagonist, preciso parabenizar também o nosso monstro, que foi feito com uma profundidade e integritada igualmente convicentes. E sou muito agradecido por ter Josh e Danny porque os dois trouxeram tudo isso para o set e não há como negar isso.
Para terminar, quero só citar Sam, que depois que viu a primeira cópia disse que era o melhor filme de vampiros que ele tinha visto em um bom tempo...
Sam Raimi: É, eu nunca vi algo melhor. Gosto muito do filme com Willem Dafoe como Nosferatu, mas é algo completamente diferente. Os dois estão no mesmo nível.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Conto (O Pecado Capital - Ato 1 / Parte 8)

Comenta Diniz, interessado em resolver logo o caso.
- Você está certo mais uma vez Daniel. Peço para que me dêem licença, quero conversar a sós com o Sr. Herrera.
Afirma prontamente o Mago Supremo.
- Vocês ouviram o homem, andando!
A contra gosto Blanco Ramirez e Garavelo saem da sala, juntamente com Daniel Diniz, que ao fechar a porta conclui:
- Estaremos na sala de jogos, precisando é só chamar.
- Obrigado mais uma vez, é sempre bom ter amigos com quem a gente possa contar, nesses dias tão conturbados, em que não sabemos quem esta do lado das sombras ou da escuridão. Se é que me entendem?
Os membros da Camorra, apenas sorriem entendendo a mensagem de seu líder, magoado com os fatos ocorridos até então.
Após agradecer seus companheiros, Sombra fica frente a frente com seu velho conhecido. Que permanece imóvel recostado ao sofá.
Por alguns instantes, a sala que abriga mentor e discípulo, é tomada por um enorme vazio onde até o mais simples pensamento pode ser ouvido.
Até que Sombra com a voz trêmula, quebra o silêncio desabafando:
- Francamente, eu não esperava isso de você, Trystan. Todos os meus ensinamentos, não serviram de nada. Olha o que você era e veja o que se tornou. Um moleque fedendo a leite, que eu transformei num homem. E tudo isso para que? Você jogar tudo fora dessa maneira tão estúpida...
Com os olhos embargados, Trystan Herrera apenas escuta de cabeça baixa, os lamentos de seu mestre que continua a discursar:
- Logo eu, que investi tudo em você... Quando chegou era um sujeito que não sabia falar, tão pouco se portar, maltrapilho... E agora com toda classe que eu te dei me apunhala dessa forma. Diga-me, quanto te ofereceram os vermes da Colméia? Ou foi um “estatus” maior que te levou a trair seus ideais? Vamos, levante essa cabeça e fale seu bastardo!
Erguendo Trystan pelo colarinho, Sombra exige uma explicação de seu pupilo, que em prantos conta o que ocorrera:
- Tudo começou certa noite, onde conheci um sujeito chamado Pablo Garcia. Garcia me contara, entre uma dose e outra de tequila, que havia encontrado um pergaminho de evocação e que estaria interessado em alguém para decifrá-lo. Pois convenci o sujeito, a deixar-me dar uma olhada no tal manuscrito e para minha surpresa deparei-me com algo que jamais suspeitei encontrar em meu caminho, pelo menos não dessa forma... Tratava-se de um sânscrito, ao qual permitia ao invocador romper a passagem do Limbo, permitindo a travessia de uma casta de demônios há muito tempo banida da face da Terra. Não pensei duas vezes, sem exitar propus negócio a Garcia, que para meu espanto parecia querer livrar-se do manuscrito. Sendo assim, impôs uma única condição, de que eu não faria nenhuma pergunta, aceitando avidamente a minha oferta. Um anel armazenador de Mana. Artefato este, adquirido de gerações passadas de minha extinta família, como tu bem sabes.
O Mago supremo apenas balança a cabeça em tom de afirmação enquanto senta ao sofá deixando seu pupilo em pé, que assim continua a contar a sua descomunal história:
Continued...

Poema (Tão distante do real)

Você pensa que é melhor
Que me deixou pra trás

Não quero mais você

E ainda vou lhe dizer mais

Nunca foi nada pra mim

Com você não tive paz

E se quiser de vez sumir

É um favor que me faz...


Você só me iludiu

Diz que não gosta mais de mim

Eu nem vi quando partiu

Foi num bilhete que eu li

Eu não sei porque mentiu

Dizendo que estava afim

Já não quero mais lembrar aquele tempo ruim...


Sempre perto mas tão longe

Tão distante do real

O infinito é tão grande

Faça chuva ou faça sol

Meu amor não foi bastante

Mas a vida é assim mesmo

Nem tudo é do jeito

Ou do modo que queremos.



terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sagacidade a flor da pele

Um menino de 7 anos queria ganhar R$100,00 (cem reais) e rezou durante 2 semanas para Deus. Como nada acontecia, ele resolveu mandar uma Carta paraO Todo-Poderoso com seu pedido. O correio recebeu uma carta endereçada para: 'Deus-BRASIL' . Resolveram mandá-la para o Lula. Lula ficou muito comovido com o pedido e resolveu mandar uma nota de R$10,00 (dez reais) para o menino, pois achou que R$100,00 (cem reais) era muito dinheiro para uma criança pequena. O garotinho recebeu os R$10,00 (dez reais) e imediatamente anotou o endereço do remetente: 'Brasilia-DF'. Pegou papel e caneta e sentou-se para escrever uma carta de agradecimento: - Prezado Deus: Muito obrigado por me mandar o dinheiro que pedi. Contudo, eu pediria que, na próxima vez, o Senhor mandasse direto pro meu endereço, por que quando passa por BRASÍLIA, aqueles filhos da puta ficam com 90%!!!

É bem como diz meu amigo Tassiano: "Conciência vem de berço"

A sutileza das palavras, que permeiam nossos sentimentos

Nesta seguna feira, em "plena as duas da tarde", me dei ao luxo de assisistir uma sessão praticamente exclusiva de cinema... Eu, minha excelentíssima e mais duas pessoas desconhecidas, fomos agraciados para nossa grata surpresa, diga-se de passagem, com uma bela película cinematográfica. Trata-se de Beowulf , a lenda do guerreiro... Para quem não conhece, refere-se a um grande guerreiro Celta, que por ironia do destino, tornou-se rei e governou com mãos de ferro, seu povo até a morte. Para muitos, um abençoado, para outros, um demônio... Talvez as duas concepções estejam certas, visto que bardos propagaram aos quatro ventos, inúmeras lendas, a respeito deste misterioso ser. Trazido a tela por Robert Zemeckis, que trabalha com captura de movimentos de atores facilmente reconhecidos em versão animada. Neste longa, o diretor aprimorou os recursos que ultilizou nos bem sucedidos A Casa Monstro e O Expresso Polar. Bem, se não vale um oscar, merece ser visto com "bons olhos", pois seu sarcasmo e por vezes sua ingenuidade, o fazen, não dever nada para muitos do mesmo gênero. Assim como os Simpsons, o fizeram brilhantemente.
Inspirado em um poema inglês datado do início da Idade Média, o filme traz o herói Beowulf determinado a derrotar Grendel, um monstro maligno. A mãe de Grendel, interpretada por Angelina Jolie, se torna mais um desafio na vida do guerreiro após a primeira batalha.
O longa traz um elenco com nomes como Anthony Hopkins, Robin Wright Penn, Brendan Gleeson, Alison Lohman e John Malkovich. O roteiro, assinado pela dupla Neil Gaiman e Roger Avary começou a ser escrito em maio de 1997, e de lá para cá muitas transformações ocorreram na trama. Para min, pode ser o inicio de uma nova forma de fazer cinema, onde os diálogos seriam sempre priorisados, ja que os efeitos especiais seriam pano de fundo.