quarta-feira, 16 de abril de 2008

"Hollyday in the sun"

No meio do ano será lançado o primeiro DVD ao vivo oficial dos Sex Pistols, registrando trechos de shows da banda punk na Brixton Academy londrina em 2007. A turnê comemorou os 30 anos do clássico Never Mind the Bollocks.
Foram cinco shows em novembro com a formação original dos Pistols: Johnny Rotten (ou John Lydon), Paul Cook, Steve Jones e Glen Matlock. Além das imagens ao vivo, The Sex Pistols: There'll Always Be an England traz The Knowledge, 80 minutos de cenas gravadas por Julien Temple, que registra cada membro da banda fazendo uma visita às suas raízes.
Temple é diretor de diversos documentários musicais, entre eles O Lixo e a Fúria,
sobre o próprio Sex Pistols, de 2000, e The Future Is Unwritten, sobre Joe Strummer,
ex-vocalista do Clash.
O DVD chega ao Reino Unido em junho e em outros países em agosto ou setembro.

Filhas do dragão...

Na segunda metade da década de 1990, a Marvel ia mal das pernas. As histórias não emplogavam, os gibis vendiam muito mal e os maiores ícones da editora afundavam em um mar de lama que parecia não ter fim. A única exceção nesse cenário era o selo Marvel Knights, dedicado a personagens do – tecnicamente – segundo escalão da editora e que era capitaneado por uma dupla de artistas ainda não muito conhecidos do grande público: o desenhista Joe Quesada e o arte-finalista Jimmy Palmiotti.
Depois de produzirem séries fenomenais como “Demônio da Guarda”, arco do Demolidor escrito por Kevin Smith e bastante cultuado até hoje, e algumas porcarias como a saga do Justiceiro anjo (nem pergunta), a Marvel viu que alguma coisa de boa estava saindo do Marvel Knights e, numa decisão arriscada, mas, ao mesmo tempo, corajosa, resolveu promover Joe Quesada a editor-chefe da editora. O resto é história.
Quando Quesada assumiu a editoria da Marvel, no entanto, sua parceria com Palmiotti foi temporariamente desfeita. Os dois viriam a trabalhar juntos novamente, mas de maneira bastante esporádica, já que ser editor chefe da maior editora de quadrinhos de super-heróis dos Estados Unidos (em termos de números e popularidade) não deixa muito tempo para desenhar. Prova disso é o tempo excessivo que a série “Demolidor: Pai” demorou para sair.
Isso sem contar a segunda parceria de Smith e Quesada, “Daredevil: Target”, que já virou lenda tamanha a demora em ser terminada.
De qualquer maneira, depois de passear por outras editoras, Palmiotti voltou à Marvel e, com um novo parceiro, o roteirista Justin Gray, deve ter pedido a Quesada um espacinho na caixa de areia na qual ele um dia brincara. Com a iniciativa da Marvel de recauchutar alguns de seus personagens criados nos idos de 1970 – Luke Cage estava sendo muito bem trabalhado por Brian Bendis, o Cavaleiro da Lua voltava a ser interessante com Charles Hudson, Matt Fraction tinha boas idéias para o Punho de Ferro, o Falcão da Noite voltara a aparecer, dessa vez no gibi dos Thunderbolts, isso sem contar a tentativa frustrada de trazer o Mestre do Kung Fu de volta e a futura adição do Punho aos Vingadores –, Quesada provavelmente deve ter dito para Palmiotti escolher algum dos brinquedos daquela época e tentar se divertir com eles. Buscando no fundo do baú, Palmiotti saiu de lá com Colleen Wing e Misty Knight, ex-namoradas, respectivamente, de Luke Cage e Danny Rand, o Punho de Ferro, nos idos dos anos de 1970.
Pra quem não sabe, Misty era uma policial do esquadrão anti-bombas da polícia de Nova York que, durante a tentativa de desarmar um artefato explosivo, perdeu seu braço direito, que foi eventualmente substituído por uma prótese robótica desenvolvida pela Stark Enterprises; já Colleen Wing é uma ocidental criada por japoneses e, clichê dos clichês, iniciada no bushidô, a arte dos samurais. Eventualmente, ela se tornaria a melhor do ocidente em sua especialidade de luta. No geral, Misty e Coleen eram mais conhecidas por causa de seus respectivos do que qualquer outra coisa. Tanto que quase nunca demonstravam suas habilidades na hora do “vamos ver”.

Ou seja, a dupla era tão importante pro cenário do Universo Marvel quanto a Coelha Branca e o Morsa. ( Pesrsonagens Bizzarros...)
De qualquer maneira, o fato delas serem duas buchas de marca maior não quer dizer nada. Afinal, a grande maioria dos membros da Liga da Justiça Internacional escolhidos por Keith Giffen e J. M. DeMatteis para figurar naquele gibi também era. Quer personagem mais inútil do que G'nort? Gladiador Dourado? Besouro Azul antes da reformulação e eventual morte em Crise Infinita? Mesmo sendo buchas, eles protagonizaram um dos gibis mais populares e legais da História dos quadrinhos de super-heróis.
Talvez essa tenha sido a motivação principal de Gray e Palmiotti, pegar duas personagens de quinto escalão e fazer alguma coisa legal com elas. Só havia um pequeno porém aí. Na verdade, um grande porém: Gray e Palmiotti não são, nem de longe, Giffen e DeMatteis. Consequentemente, pegaram uma idéia até razoavelmente boa e transformaram em um desastre sem tamanho. Filhas do Dragão, nome que escolheram para o gibi estrelado por Knight e Wing e seu time de coadjuvantes bucha é ruim de doer.
O problema de “Filhas do Dragão” nem é tanto as tramas desacerebradas e com buracos de roteiro, as situações clichês e irreais – mesmo em se tratando do Universo Marvel. Nem as imagens e sequências claramente planejadas para atiçar a imaginação dos adolescentes potenciais compradores do gibi, como a que ilustra essa coluna e aquela que acontece no número 5 da série (Avante Vingadores 8), na qual Collen Wing está num combate com um dos mestres samurais que a treinou e resolve quebrar a concentração dele mostrando seus seios. A mulher abre o zíper da roupa que usa e mostra os seios no meio de uma luta e o truque funciona. O fato do seu oponente ser um sexagenário e, consequentemente, ter quase tanta experiência de combate como o Capitão América, a ponto de, teoricamente, esperar o inesperado, é ignorado. Afinal, o que atiça mais a imaginação? Uma luta entediante entre samurais ou a mesma luta com a samurai gostosa mostrando os seios para o oponente? Como eles não são mostrados aos leitores, Palmiotti e Gray devem achar isso um bom exercício de imaginação.
Não, o principal problema de "Filhas do Dragão" é a forma como Palmiotti e Gray apresentam a dupla de protagonistas. Misty e Colleen permaneceram sabe-se lá quantos anos no limbo do Universo Marvel e, de repente, são apresentadas como personagens de primeira grandeza, como se sempre estivessem no centro dos principais eventos da editora. Colleen é a samurai definitiva, que sabe que é capaz de encarar qualquer um em seu caminho e tem diversas armas das quais sabe se aproveitar - lembra dos seios à mostra?; já Misty é a policial durona que saiu do gueto, rainha do sexo e da porrada, capaz de intimidar até mesmo caras como Tony Stark e Steve Rogers, dentre outros. Ambas têm uma rede de contatos que impressionaria até mesmo a SHIELD, tamanha a sua amplitudo e precisão.
Até mesmo os vilões do gibi são um amontoado de clichês. Além de buchas tão insignificantes quanto a dupla, como o Tufão, o Bola Oito (de novo, nem pergunta), Zumbido e Ardiloso (ou Pete Pote de Pasta, como queira), a principal ameaça às gurias no primeiro arco do gibi é uma mulher chamada Ricadonna que, como o nome sugere em português, é uma ricaça editora de moda de dia e mafiosa à noite. Sim, Ricadonna é a força que comanda o submundo de Nova York, tão – ou mais – temida do que Wilson Fisk. A exemplo do Rei, Ricadonna também é mestre em diversas artes marciais e dá uma surra em Knight em um dos números do gibi. Na revanche, lá está ela detonando Misty até que um jorro de adrenalina típico dos filmes do saudoso Jean Claude Van-Damme faz com que Knight vire o jogo.
A coisa ainda piora quando a Marvel autoriza Palmiotti e Gray a criarem um derivado do gibi, na nova versão de Heróis de Aluguel, na verdade, uma continuação de "Filhas do Dragão", inicialmente uma minissérie em seis partes. Por um breve período da década de 1990 o gibi inedito por aqui mostrou as histórias de Luke Cage, Punho de Ferro, Tigre Branco e outros, que, como o título diz, alugavam suas habilidades heróicas. A nova versão do gibi, além de Misty e Colleen, traz ainda uma coleção de buchas: o recém-regenerado Zumbido, Orca – aquele vilão descerebrado que vivia aparecendo nos gibis do Namor, trabalhando com o Attuma – Paladino – mercenário que apareceu esporadicamente nos gibis da Marvel da década de 1970 – Tarântula – nada a ver com o vilão que apanhava do Homem-Aranha, essa Tarântula é mulher – Gata Negra e Shang Chi. Os dois últimos até têm alguma relevância mas, da forma como são trabalhados por Palmiotti e Gray, não passam de mais buchas no balaio. Pra coisa ficar melhor ainda, e estou sendo bem irônico aqui, a primeira missão desse grupelho é capturar o Capitão América. É óbvio que Misty tem banca o suficiente pra peitar Tony Stark e Reed Richards e ainda assim falhar propositalmente na missão que lhe é dada. Sem contar que, como já foi dito, tem mais recursos do que a SHIELD, haja visto o fato dela descobrir um dos esconderijos do Capitão em um estalar de dedos. Ah, e como recompensa por ter falhado, ela e seu grupo ainda são agraciados com toda a tecnologia que a Stark Enterprises pode oferecer. Trocando em miúdos: Misty Knight, uma personagem do quinto escalão da Marvel, de uma hora pra outra tem condições de intimidar o Homem de Ferro. É forçar muito a barra pro meu gosto.
No frigir dos ovos, "Filhas do Dragão" e sua sequência, "Heróis de Aluguel", são muito ruins por pura e simples preguiça de Gary e Palmiotti. Quando DeMatteis e Giffen (LJI) ou Grant Morrison (Homem-Animal) e mesmo Brian Bendis decidiram reformular personagens quase desconhecidos ou há muito sumidos, eles resolveram ir com calma, construindo e redefinindo as suas personalidades e, principalmente, tentando ao máximo fugir dos clichês comuns ao gênero. Isso fez com que os leitores aceitassem de maneira quase natural o novo status daquelas personagens. Gray e Palmiotti, talvez pelo fato de não serem um Morrison ou um Bendis, optaram por outra abordagem, entupiram seu gibi de cenas apelativas e clichês esperando que isso encobrisse sua clara falta de criatividade. Como resultado só podemos dizer que em se tratando de criador de roteiros e diálogos Jimmy Palmiotti continua sendo um ótimo arte-finalista. Já Justin Gray... Bom, seria necessário ver alguma coisa solo dele antes de poder falar alguma coisa. Mas, se seu cartão de visitas é esse, ele deveria repensar seriamente sua carreira.

Porque os casamentos duravam antigamente...

Frases retiradas de revistas femininas das décadas de 50 e 60:
"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas". (Jornal das Moças, 1957)
"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo". (Revista Claudia, 1962)
"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa". (Jornal das Moças, 1965)
"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas". (Jornal das Moças, 1959)
"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa". (Jornal das Moças, 1957)
"A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara". (RevistaClaudia,1962)
"Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu". (RevistaQuerida,1954)
"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem decide - sempre". (Revista Querida, 1953)
"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite, ....... espere-o linda, cheirosa e dócil". (Jornal das Moças, 1958)
"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957)
E para finalizar . . . "O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza".
(Revista Querida, 1955)
CONCLUSÃO: * Não se fazem mais revistas instrutivas como antigamente. . .

"Essa é para casar"

Duas semanas de casamento, o marido apesar de feliz, já estava com uma vontade reprimida de sair com a galera pra fazer a festa. Assim, ele diz a sua queridinha:
- Amorzinho, vou dar uma saidinha mas não demoro...
- Onde você vai, meu docinho...?
- Ao barzinho, tomar uma geladinha. A mulher bota a mão na cintura e lhe responde:
- Quer cervejinha, meu amor ??? Nesse momento abre a porta da geladeira e lhe mostra 25 marcas diferentes de cervejas de 12 paises, alemãs, holandesas, japonesas, americanas, mexicanas,etc. O marido sem saber o que fazer, lhe responde:
- Meu docinho de coco.. mas no bar... você sabe... o copo gelado... O marido nem terminou de falar, quando a esposa interrompe a sua conversa e lhe fala:
- Quer copo gelado, amor? Nesse momento ela pega no freezer um copo bem gelado, branco, branco, que até tremia de frio. O marido responde:
- Mas minha princesa, no bar tem aqueles salgadinhos gostosos... Já estou voltando.
- Quer salgadinho, meu amor??? A mulher abre o forno e tira 15 pratos de salgadinhos diferentes, quibe, coxinha, pastel, pipoca, coração de galinha, queijo derretido, torresmo...
- Mas, minha Pixunguinha... la no bar... voce sabe.... os palavrões, tudo aquilo...
- Quer palavrões, meu amor???
ENTÃO VAI TOMAR NO CÚ PORQUE DAQUI VOCÊ NÃO SAI NEM FODENDO SEU FILHO DA PUTA... E SE VOCÊ TENTAR MAIS UMA DESCULPINHA DE MERDA COMIGO EU TE CORTO O SACO FORA...

Olhando por esse ângulo...

Três amigos se encontram, durante um almoço...
-O que você está fazendo na vida, João (ex-executivo da Pirelli)?
-Bem... eu montei uma recauchutadora de pneus. Não tem aquela estrutura e organização que havia quando eu trabalhava na Pirelli, mas vai indo muito bem...
-E você, José (ex-gerente de vendas da Shell)?
-Eu montei um posto de gasolina. Evidentemente também não tenho a estrutura e a organização do tempo que eu trabalhava na Shell, mas estou progredindo.
-E você Pedro (Coronel da reserva do EB)? -Eu montei um puteiro.
-Um puteiro???
-É,um puteiro! É claro que não é aquela zona toda do Exército, mas já tá dando algum lucro... Diante do olhar incrédulo dos amigos, o militar explicou: Afinal, o que é ser milico??? Não sabem??? Pois então eu lhes digo: Você trabalha em horários estranhos (que nem as putas). Você tem que cantar todos os dias mesmo levando na bunda (igual às putas) Quando você está se acostumando com o ponto te transferem para outro (que nem as putas). Te pagam para fazer o trabalho pesado, mas é o chefe que sempre está feliz e bem na fita (que nem as putas). Nem sempre se obedece os horários e o trabalho vai sempre além do expediente (que nem as putas). As operações mais proveitosas são sempre a noite (que nem as putas) Você é recompensado por realizar as idéias mais absurdas dos clientes e chefes (que nem as putas). Você é discriminado pela sociedade e pelos amigos e passa a andar com os outros iguais a você (que nem as putas). Quando você vai para um compromisso deve sempre estar com o uniforme ou roupa de trabalho impecável (que nem as putas), mas quando você volta da missão parece que saiu do inferno (que nem as putas). As pessoas sempre te reconhecem como uma profissão sem importância, lhe pagam pouco e querem que você faça maravilhas e seja um abnegado, mas na necessidade é com a gente que eles se esfregam (que nem as putas). Quando te perguntam em que você trabalha você tem vergonha e dificuldade para explicar (que nem as putas). Não possuem nenhum benefício como FGTS, salário-familía, Plano de Previdência (que nem as putas). Em qualquer compra de maior valor, comprovar o seu rendimento é muito difícil (que nem as putas). Se as coisas dão erradas é sempre culpa sua (que nem as putas). Todo dia você acorda e diz: NÃO VOU PASSAR O RESTO DOS MEUS DIAS FAZENDO ISSO (que nem as putas).

Sabe muito esse careca...

* A FRASE DO ANO DE DRÁUZIO VARELLA*** *'No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres, do que na cura do Mal de Alzheimer. * *Daqui a alguns anos, teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas eles não se lembrarão para que servem.'*