quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Conto (O Pecado Capital - Ato 1 / Parte 8)

Comenta Diniz, interessado em resolver logo o caso.
- Você está certo mais uma vez Daniel. Peço para que me dêem licença, quero conversar a sós com o Sr. Herrera.
Afirma prontamente o Mago Supremo.
- Vocês ouviram o homem, andando!
A contra gosto Blanco Ramirez e Garavelo saem da sala, juntamente com Daniel Diniz, que ao fechar a porta conclui:
- Estaremos na sala de jogos, precisando é só chamar.
- Obrigado mais uma vez, é sempre bom ter amigos com quem a gente possa contar, nesses dias tão conturbados, em que não sabemos quem esta do lado das sombras ou da escuridão. Se é que me entendem?
Os membros da Camorra, apenas sorriem entendendo a mensagem de seu líder, magoado com os fatos ocorridos até então.
Após agradecer seus companheiros, Sombra fica frente a frente com seu velho conhecido. Que permanece imóvel recostado ao sofá.
Por alguns instantes, a sala que abriga mentor e discípulo, é tomada por um enorme vazio onde até o mais simples pensamento pode ser ouvido.
Até que Sombra com a voz trêmula, quebra o silêncio desabafando:
- Francamente, eu não esperava isso de você, Trystan. Todos os meus ensinamentos, não serviram de nada. Olha o que você era e veja o que se tornou. Um moleque fedendo a leite, que eu transformei num homem. E tudo isso para que? Você jogar tudo fora dessa maneira tão estúpida...
Com os olhos embargados, Trystan Herrera apenas escuta de cabeça baixa, os lamentos de seu mestre que continua a discursar:
- Logo eu, que investi tudo em você... Quando chegou era um sujeito que não sabia falar, tão pouco se portar, maltrapilho... E agora com toda classe que eu te dei me apunhala dessa forma. Diga-me, quanto te ofereceram os vermes da Colméia? Ou foi um “estatus” maior que te levou a trair seus ideais? Vamos, levante essa cabeça e fale seu bastardo!
Erguendo Trystan pelo colarinho, Sombra exige uma explicação de seu pupilo, que em prantos conta o que ocorrera:
- Tudo começou certa noite, onde conheci um sujeito chamado Pablo Garcia. Garcia me contara, entre uma dose e outra de tequila, que havia encontrado um pergaminho de evocação e que estaria interessado em alguém para decifrá-lo. Pois convenci o sujeito, a deixar-me dar uma olhada no tal manuscrito e para minha surpresa deparei-me com algo que jamais suspeitei encontrar em meu caminho, pelo menos não dessa forma... Tratava-se de um sânscrito, ao qual permitia ao invocador romper a passagem do Limbo, permitindo a travessia de uma casta de demônios há muito tempo banida da face da Terra. Não pensei duas vezes, sem exitar propus negócio a Garcia, que para meu espanto parecia querer livrar-se do manuscrito. Sendo assim, impôs uma única condição, de que eu não faria nenhuma pergunta, aceitando avidamente a minha oferta. Um anel armazenador de Mana. Artefato este, adquirido de gerações passadas de minha extinta família, como tu bem sabes.
O Mago supremo apenas balança a cabeça em tom de afirmação enquanto senta ao sofá deixando seu pupilo em pé, que assim continua a contar a sua descomunal história:
Continued...

4 comentários:

Anônimo disse...

Cara teu conto ta d+++! Não perco uma postagem... Se vc tiver outras hestórias coloque ai. Abraço e até qualquer hora!

Anônimo disse...

E ai meu véio...
tá bala esse blog!!!!
É muito legal ver ou melhor ler as peripércias dos nossos personas dos RPG's (opa-podia contar isso?)
Grande abraço!!!!!

Anônimo disse...

Valeu "jonim"...Te prepara para o meu novo projeto...ARENA! Você vai se amarrar! abraço!

Anônimo disse...

Aqui no "bom de lingua", vc tem carta branca, para falar o que quiser, meu brother! Forte abraço!