quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Brasileiro é escolhido melhor desenhista de 2007 por revista dos EUA


A notícia chegou a Ivan Reis por meio de um amigo. O nome do desenhista brasileiro figurava na lista dos melhores de 2007 da "Wizard", revista norte-americana especializada em quadrinhos.
A princípio, não acreditou. A ficha realmente caiu quando o amigo escaneou a página que trazia "melhor desenhista: Ivan Reis".
"Um mês antes eles [editores da revista] pediram uma pequena entrevista, tipo pergunta e resposta. Mas não me falaram nada do prêmio", diz Reis, por telefone.
A escolha dos destaques de 2007 no mercado norte-americano foi feita pelos profissionais da revista.
A lista foi publicada na edição 195, que começou a ser vendida em novembro. No Brasil, matérias da "Wizard" são traduzidas e incluídas na revista "Wizmania".
Influenciou a participação do brasileiro na série "Sinestro Corps War" (guerra da Tropa Sinestro), publicada na revista mensal do herói Lanterna Verde e ainda inédita no Brasil.
A série foi listada pelo site da CNN –canal norte americano especializado em notícias- como "top comic book" deste ano.
A parceria de Reis com o personagem teve início em 2006. E vai até 2009, ano em ele diz ser "bem provável" que deixe de fazer a arte da revista.
Na verdade, não é uma saída, é uma transferência para outro projeto, também escrito por Geoff Johns, autor das aventuras do Lanterna Verde.
Reis não está autorizado a dizer do que se trata. Adianta apenas que deve ser publicado em meados de 2010.
O desenhista de 31 anos vê nessa "misteriosa" saga uma prorrogação ou renovação de seu contrato de exclusividade, que vence em 2009.
Até lá, trabalha nas sagas do Lanterna Verde.
Nesta segunda-feira, ele desenha a página oito da edição 29 da revista do personagem, também inédita no Brasil. A trama, diz, é uma espécie de "Lanterna Verde Ano Um".

Foi Reis quem optou por desenhar o personagem, publicado no Brasil na revista "Liga da Justiça", da Panini. Era uma das três opções que foram dadas a ele pela DC na época.
As outras eram a revista dos "Novos Titãs" ou um retorno a "Action Comics", com histórias do Super-Homem, título no qual trabalhou por alguns meses.
As opções foram um sinal de confiança da editora no trabalho dele. Ou mais um sinal, já que ele participou de várias edições ligadas a "Crise Infinita", principal evento da DC nos últimos anos.
A participação de Reis no especial "Contagem Regressiva para Crise Infinita" rendeu outro prêmio da "Wizard", o Wizard´s Fan Award, que tem votação feita por leitores.
A obra foi escolhida na categoria "favorite one-shot", nome dado pela indústria norte-americana a edições especiais lançadas em um volume.
Essa repercussão, a confiança da DC e um contrato de exclusividade deram a ele uma tranqüilidade financeira, rara entre desenhistas brasileiros.
Isso permitiu a ele montar um estúdio em sua casa, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, cidade onde nasceu e mora.
"O mercado norte-americano nunca se preocupou se o desenhista é brasileiro ou não", diz.
"A preocupação é se é profissional ou não. E isso o brasileiro já mostrou há muito tempo que pode fazer."

2 comentários:

Anônimo disse...

Pô maluco,irado vc falar de HQ. Apartir de agora vou ficar de olho, no teu blog. Flw!!!

Anônimo disse...

Blza, cara... Fique por dentro do que acontece no mundo dos quadrinhos,aqui mesmo! Abraço!