- Bem, de posse do pergaminho me despedi do conhecido e parti sem mais delongas, assim como combinara. Confesso que fiquei obcecado com a chance de evoluir e atingir a sétima essência (ápice do conhecimento mágico, sabedoria plena) que na primeira oportunidade invoquei o ritual, na rua mesmo, sem medir as conseqüências. Pois bem, passou-se dez minutos e eu estava lá, em um beco, nas proximidades do bar que freqüento com os pulsos cortados esperando o efeito acontecer. O feito me custou toda a Mana que me restara e ainda um pouco de minha vitalidade. O fato é que, por esses dez minutos a passagem entre o Limbo e a Terra foi aberta e dela passaram cinco demônios os quais, me persuadiram a fazer um pacto, no qual me comprometera a manter o portal aberto por 48 horas, em troca me revelariam segredos arcanos aos quais me confeririam poderes inimagináveis. Aceitei prontamente a oferta, mas não satisfeito com a promessa assegurada pelos demônios, ao primeiro descuido de um deles, apossei-me de um estranho medalhão, que por sinal, ainda estara quebrado. Selamos o pacto cruzando nosso sangue e após o rito estar completado os hereges simplesmente desapareceram, como se nunca estivessem estado ali. Restara-me apenas esperar por dois dias, para me tornar o primeiro mago a alcançar a sétima essência, bastaria unicamente manter aquele maldito portal aberto. No entanto, mal sabia que meus problemas, ali se iniciariam. Ao chegar a meu apartamento, me deparei com uma cena dantesca. Minha irmã e eventual hóspede, combalida, prestes a morrer aos braços de um dos demônios, coincidentemente, o mesmo que eu furtara o medalhão. Atônito, em meio ao caos que minha vida se tornara e sem forças pra lutar, supliquei pela vida de minha irmã, despondo-me a desfazer o pacto que outrora firmara. Mas minhas palavras, se quer foram ouvidas, definitivamente, eu não estava mais em posição de barganhar qualquer coisa. Quis o destino por ironia talvez, poupar nossas vidas mesmo sem merecermos, digo isso, pois sei que minha irmãzinha teria feito o mesmo em meu lugar. O fato é que, obstante de ter sobrevivido, o orgulho e a vergonha me impedirão de pedir ajuda e então decidi tentar concertar as coisas do meu jeito. Uma vez que, os demônios capturaram minha irmã, me coagindo a entregar a localização de todas as capelas místicas da região, não tive outra saída a não ser fornecer a localidade de todos os santuários e suas respectivas passagens para o Limbo. Mesmo sabendo que isso causaria a minha expulsão da irmandade e que expunha nossos segredos mais secretos, a uma ameaça abissal. Bem, isso é tudo, eu sinto muito. Fale alguma coisa, por favor, seu silencio despedaça minha alma... Eu vos suplico, perdoe-me, por favor!
Após escutar a tragédia vivida por seu pupilo, Sombra permanece impávido, até que um leve sorriso sarcástico toma conta do seu rosto, perpetuando um sentimento de frustração e angústia. Tomado pelas circunstâncias, o Mago supremo desabafa:
- Você pensa ter idéia do que desencadeou, mas lamento lhe informar meu caro, você pode ter condenado não somente a nós, mas sim, a toda humanidade, a viver um tempo de trevas profundas. Sabe o que esse seu gesto mesquinho vai lhe custar, não sabe? Pergunta Sombra.
- Eu estou disposto a pagar pelos meus atos. Com a vida se for necessário. Responde Herrera.
- Por hora acatará minhas ordens e isso é tudo. Afirma Sombra.
- Mas mestre, deixe-me ajuda-lo, talvez se dividíssemos este fardo...
Abruptamente Herrera é interrompido por seu mentor, que parece não ter mais paciência,
com aquele que outrora fora seu discípulo.
- Parece que ainda não compreendeu não é mesmo Trystan? O que está para acontecer está além de mim e você, a partir deste momento seremos apenas peças, em um jogo onde não haverá vencedores. A partir de agora, este mundo que você conhece jamais será o mesmo. Conclui Sombra com a autoridade de quem sabe exatamente o que está prestes a acontecer. Continued...
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2 comentários:
Olá nelsito, venho acompanhando desde o primeiro capitulo teu conto e quero te dizer, que ele esta muito bom.Essa trama envolvente me faz viajar a cada passo que teus personagens dão por POA... Bjão
Legal,Lika...Este é um dos objetivo do conto.É com enorme satisfação, que recebo teu comentário.Continue acompanhando as aventuras de Diniz e seus amigos e vamos ver o que esses "malucos", vão aprontar! bju! PS: Fique atenta para o meu novo projeto...ARENA
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