Setembro foi um mês bastante agitado na indústria dos quadrinhos. Primeiro, a Marvel anunciou sua compra pela Disney; logo depois – e mesmo dizendo que não estava muito preocupada com as atividades da concorrente – a Warner anunciou a criação da DC Entertainment que, até o momento, não disse muito a que veio. Rebaixaram o Paul Levitz, que passou de chefão da editora para consultor e roteirista freelancer o que, para mim, soa muito como um prêmio de consolação. Algo do tipo “você deu seu sangue, tomou algumas decisões arriscadas que, bem ou mal, mudaram a cara da indústria mas, nos últimos anos, a DC anda muito mal das pernas – em termos criativos – e, como a Disney acabou de comprar a Marvel, nós, da Warner, que já estamos comendo muita poeira da concorrente, precisamos de uma notícia quase tão grande quanto essa pra avisar aos investidores e leitores que ainda estamos aqui. Como o setor de gibis da empresa é o que chama menos a atenção – só serve para controlarmos os filmes baseados em quadrinhos que levamos ou não às telas – sinto muito, mas o senhor terá que sair. Em respeito aos seus anos de dedicação, no entanto, criaremos um cargo para que possa continuar trabalhando conosco, como consultor (mas não espere ser consultado em qualquer questão realmente importante). A propósito, chegou aos nossos ouvidos que há décadas você também foi escritor de quadrinhos. Assim sendo, caso o queira, arrumaremos um espaço para que possa voltar a escrever. Quem sabe não lhe damos um título para escrever daqui a algum tempo? Não se magoe, Paul. Você sabe como são as coisas, não é nada pessoal, apenas negócios”.
domingo, 1 de novembro de 2009
A realidade é dura...
Setembro foi um mês bastante agitado na indústria dos quadrinhos. Primeiro, a Marvel anunciou sua compra pela Disney; logo depois – e mesmo dizendo que não estava muito preocupada com as atividades da concorrente – a Warner anunciou a criação da DC Entertainment que, até o momento, não disse muito a que veio. Rebaixaram o Paul Levitz, que passou de chefão da editora para consultor e roteirista freelancer o que, para mim, soa muito como um prêmio de consolação. Algo do tipo “você deu seu sangue, tomou algumas decisões arriscadas que, bem ou mal, mudaram a cara da indústria mas, nos últimos anos, a DC anda muito mal das pernas – em termos criativos – e, como a Disney acabou de comprar a Marvel, nós, da Warner, que já estamos comendo muita poeira da concorrente, precisamos de uma notícia quase tão grande quanto essa pra avisar aos investidores e leitores que ainda estamos aqui. Como o setor de gibis da empresa é o que chama menos a atenção – só serve para controlarmos os filmes baseados em quadrinhos que levamos ou não às telas – sinto muito, mas o senhor terá que sair. Em respeito aos seus anos de dedicação, no entanto, criaremos um cargo para que possa continuar trabalhando conosco, como consultor (mas não espere ser consultado em qualquer questão realmente importante). A propósito, chegou aos nossos ouvidos que há décadas você também foi escritor de quadrinhos. Assim sendo, caso o queira, arrumaremos um espaço para que possa voltar a escrever. Quem sabe não lhe damos um título para escrever daqui a algum tempo? Não se magoe, Paul. Você sabe como são as coisas, não é nada pessoal, apenas negócios”.
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