Eis que surge um novo Jesus Cristo melhorado, afinal, ainda por cima, ele é negro!Barack Obama veio nos salvar. Isso mesmo. Não apenas vai salvar o país no qual foi eleito -
que há muito está mal das pernas e, em minha opinião, impossível de ser salvo -
mas também o mundo. É o que senti quando vi comemorações por todos os cantos do mundo na hora em que ele foi declarado oficialmente o vencedor da eleição. Foi um misto de “ganhamos a Copa” e “ressuscitaram John Lennon”.
E todos os cantos inclui o Brasil, cuja imprensa cobriu tão intensamente a eleição estadunidense, que por um momento pensei que estivesse em Nova York. Até que... olhei pela janela e vi os mesmos antigos problemas brasileiros logo ali, com o acréscimo do nosso próprio furação Katrina. Tão forte está a intenção de transformar o que houve em Santa Catarina em Katrina, que as pessoas chegam a trocar os nomes. Agora resta esperar que Obama venha nos salvar, a nós, aos catarinenses, aos do sertão nordestino... Afinal, ele é capaz de tudo, ao que parece.
Eu não sei se é mais ridículo ver Will Smith admitindo que votou pela primeira vez ou assisti-lo confessar que está “quase chorando novamente” ao se lembrar, quando entrevistado por Oprah Winfrey, do momento em que Obama foi anunciado o novo presidente. Enxergo dois pontos graves nisso tudo:
E todos os cantos inclui o Brasil, cuja imprensa cobriu tão intensamente a eleição estadunidense, que por um momento pensei que estivesse em Nova York. Até que... olhei pela janela e vi os mesmos antigos problemas brasileiros logo ali, com o acréscimo do nosso próprio furação Katrina. Tão forte está a intenção de transformar o que houve em Santa Catarina em Katrina, que as pessoas chegam a trocar os nomes. Agora resta esperar que Obama venha nos salvar, a nós, aos catarinenses, aos do sertão nordestino... Afinal, ele é capaz de tudo, ao que parece.
Eu não sei se é mais ridículo ver Will Smith admitindo que votou pela primeira vez ou assisti-lo confessar que está “quase chorando novamente” ao se lembrar, quando entrevistado por Oprah Winfrey, do momento em que Obama foi anunciado o novo presidente. Enxergo dois pontos graves nisso tudo:
1. Qualquer coisa seria melhor que Bush, portanto Obama foi uma escolha lógica. Tudo bem que há muito os Estados Unidos não são exatamente lógicos, a terra do faz de conta, mas para nós, os sofridinhos – mas mais conscientes – do Terceiro Mundo (ou seja lá a alcunha que temos hoje), era como somar dois mais dois. Moral da história: aplaudamos o surto de lógica estadunidense e rezemos para que perdure.
2. Agora, Smith e Oprah, dois negros donos de dois dos maiores salários dos Estados Unidos, estavam comovidíssimos por um negro chegar à presidência!? Deus do céu, que espécie de preconceito é esse? Por que, num país com tantos negros em posição de destaque, ainda é surpreendente que um deles seja o novo presidente? Eles, que sempre lutaram em se desvencilhar da imagem “somos bons apenas em entretenimento e esportes” também estavam surpresos com a façanha de Obama, um cara formado em Harvard, inteligente, coerente, dono de um ótimo discurso, agraciado por um bom momento. Fica a pergunta: estão mais felizes por terem eleito um homem capaz ou por terem eleito um negro?
Fato é que desejo muito boa sorte a Obama. Porque de norte a sul do mundo a expectativa é grande, gigante, uma espécie de punição por ele ter conseguido ser eleito. Agradar a todos vai ser missão impossível, mas se cabe um pedido brasileiro na lista, peço que ele não se esqueça dos assuntos ambientais, assim a gente não tem de enfrentar outros Katrina sob o comando de alguém que definitivamente não é Jesus Cristo.
Fato é que desejo muito boa sorte a Obama. Porque de norte a sul do mundo a expectativa é grande, gigante, uma espécie de punição por ele ter conseguido ser eleito. Agradar a todos vai ser missão impossível, mas se cabe um pedido brasileiro na lista, peço que ele não se esqueça dos assuntos ambientais, assim a gente não tem de enfrentar outros Katrina sob o comando de alguém que definitivamente não é Jesus Cristo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário